Como tudo começou Em Portos dos Milagres, pequena cidade mineira, o sobrenatural era tão presente quanto os desejos sombrios por trás dos habitantes.
A vida girava em torno das grandes fazendas dos Carijós, família cujo poder e influência fazia a região existir sob um eterno coronelismo. Porém era inegável que não haviam terras tão lindas, paraísos rústicos e poeirentos onde muitos segredos se escondem entre matagais longínquos e pastos sem fim.
O que poucos sabiam, ou poucos haviam sobrevivido para continuar sabendo, era que os Carijós carregaram uma maldição selvagem. Os homens, ao completarem a maioridade, passavam a se transformar em terríveis bestas-feras nas noites de lua cheia, perdiam toda a racionalidade e se entregavam aos instintos e desejos mais animalescos. A fome, a sede e o tesão. Por algum motivo isso era chamado de favo.
Certa noite, Pedro e Mateus estavam passeando sozinhos na cachoeira da região. Entregues à bebedeira e pescaria, coisas de meninos, esqueceram dos alertas da temerosa mãe, para que nunca ficassem até o anoitecer fora de casa. Não sabiam o que estava por vir mas sentiam que algo estava para acontecer.
Como a noite estava quente, resolveram aproveitar a cachoeira, tiraram as roupas e, nus, foram até a beira da água. Nunca haviam tido problema em ficarem pelados juntos. Porém, nos últimos dias, Mateus estava sentindo algo novo, e ao ver Pedro pelado ficou involuntariamente excitado, fazendo crescer um enorme pênis avermelhado.
Cuja ponta começou a escorrer um líquido transparente que pingava como mel. Pedro se assustou tanto que não conseguiu repreender o primo, já havia escurecido e só quando a lua apareceu ele se deu conta do que estava acontecendo.
Mateus, constrangido, tentou se desculpar, mas por algum motivo as gotas continuavam a pingar cada vez mais grossas, até que, sem conseguir se segurar, ejaculou onze longos jatos do esperma mais quente e pastoso já visto, atingindo Pedro no rosto e peito. Foi quando Mateus, desesperado, pensou que tudo estava perdido e levaria uma surra do primo. Mas não foi o que aconteceu.
Pedro se afastou, tremendo, Mateus pensou que estivesse se preparando para surtar. Porém o primo começou a tremer cada vez mais violentamente, ficando vermelho, os músculos inchando, bem como o pênis que era maior aindo do que o de Mateus. Mateus, desesperado, foi em direção a Pedro, que deu um urro gutural, ferino, fazendo as aves alçarem vôo das redondezas. Foi quando tudo mudou.
Mateus começou, também, a perder o controle dos movimentos, e sem saber como reagir, começou a se masturbar violentamente para tentar amenizar a coceira insuportável que estava sentindo no pau; Enquanto Pedro se debatia no chão de terra, se arranhando.
Mateus violentou seu pênis com tanta violência que ejaculava sem parar até que começou a sangrar, a pele se abrindo. Percebeu que também estava inteiro vermelho. Pedro, nesse momento, também começou a expelir jatos de porra que se misturam com a terra e logo também o sangue, já que este começou a se arranhar violentamente.
A lua observava impassível aquele tormento orgiezante dos dois jovens condenados. Por baixo da pele surgiu grossos pêlos negros, animalescos, os dentes caíram e no lugar surgiram presas enormes, os olhos terrivelmente avermelhados e os pênis enormes envoltos em terra, sangue e porra. As criaturas tomaram o controle. Naquela noite, escutaram-se uivos até o amanhecer, quando os peões encontraram doze novilhas mortas, dilaceradas, cujos pedaços abocanhados foram espalhados por uma grande extensão de pastos.
Alguns meses se passaram e agora os primos sabiam o que eram e o que faziam todas as noites de lua cheia. Sabiam, sobretudo, que o lobo poderia ficar escondido, mas o desejo por homens, não. Por algum tempo, Pedro e Mateus se bastaram.


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